Antes eu estava meio perdida. Impressionante como os afazeres da vida, o trabalho, as obrigações podem nos desNORTEar!!! Então eu sentia mesmo que minha essência estava solta por aí. Na minha quase resposta racional, eu tinha parado de sonhar e havia crescido. Quanta ilusão... nada me faria crescer mais que meu filho, meu primogênito!
Ele, que nasceu de uma forma quase vioenta, sente desde cedo o peso das minhas escolhas, sentimentos e estilo de vida. É uma criança altamente sensível. Tem febre caso os pais briguem. Tem febre para me avisar que alguma coisa comigo não vai bem. É muito demandante, pede muito colo e atenção e, QUE MARAVILHA! Que sorte, meu pequeno, porque você nos escolheu! Me fez acordar à força e retornar minha atenção para a intuição, respeito à individualidade, valorização da sensibilidade, da beleza e da vida.
Nessa corrente, minhas leituras se focaram em espiritualidade, no mundo delas, das crianças de hoje.
Li um texto interessante nesse tempo, sobre a geração Z, sobre a criança "cristal", a era de aquário que se aproxima. Esse é o mundo dos meus filhos.
Se escolhi um parto natural que (ainda) não tive, amamentação prolongada, alimentação natural, não-violenta e livre de agrotóxicos, fraldas de pano, consumo consciente, etc, o fiz achando que fazia uma contribuição para que o mundo que eu (minha geração) deixaria para o meu filho, fosse menos pior.
Hoje, a minha impressão, é que algo grandioso está acontecendo. A primavera árabe, o occupy wall street, entre outros,me alegram, me trazem esperança de que o despertar de uma nova consciência acontece.
A mudança tão pregada, sob diversas formas, por várias seitas e religiões, por profecias, por indicações (talvez pessimistas) sobre climatologia bate a nossa porta (sobre), e acredito agora que o que faço, não é para o mundo que deixo para o meu filho, mas sobre os filhos que deixo para o novo mundo.
Confio tanto nessa boa mudança, nessa nova forma de viver (afinal o modo como vivemos já está fracassado, não?), que novamente tenho fé no ser humano.
Então, ao invés de ir para Alto Paraíso fugir do fim do mundo, lá iniciei uma nova vida, concebida de forma consciente.
Meu bebê é de 2012!
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