sexta-feira, 27 de abril de 2012

A consciência do útero no parto natural

Rumo à minha compilação de idéias, textos, inspirações e etc para reler perto do nascimento de Estevão, vou começar a organizar as idéias.
Porque afinal, quando descobri que estava grávida, junto com o turbilhão hormonal, mudanças de humor e indisposições, me vi envolvida em vários projetos desconexos e que me apartavam do que eu quero para essa gravidez: tranquilidade, consciência, respeito e vivência do amor. Mas nunca é tarde.
Me libertei de alguns pesos que criei pra mim: que nada de estudar pra concurso ou almejar crescimento profissional. Tenho o resto da vida pra isso, mas somente esses poucos meses para viver essa experiência tão intensa, que não curti e valorizei devidamente na primeira vez.
Então, agora, nesse momento de busca de minha feminilidade, do poder do feminino, estou encantada com a dança do ventre. Já me imaginei tanto parindo e dançando e curtindo de verdade o parto. Queria dançar ha mais tempo, saber fazer todos aqueles lindos movimentos.
Em vários textos que pesquisei, não se tem ao certo a origem da dança oriental tradicional. Entretanto, existem históricos de que é uma dança de fertilidade, gravidez e parto. Já vi homens dançando lindamente, mas que a dança do ventre é essencialmente feminina, isso é.
Uma curiosidade que li é que por conta da sexualização da dança, de forma puramente vulgar e desconectada do sagrado feminino, tem-se hoje, até mesmo nos países árabes, uma visão que essa dança é somente voltada para sedução e sexualização. Assim, tendo sido proibidas de dançarem, muitas mulheres hoje dos países árabes perderam a única arma para parir sem dor, que era a dança do ventre, já que utilizavam-se dos movimento sinuosos para trabalhar a favor da abertura e relaxamento do útero. Aparentemente, a dança também era usada para hipnotizar a parturiente para que ela repetisse os movimentos do ventre que suas acompanhantes realizavam e se entregar ao irracional (à partolância, será?).
Afinal, como bem explica Michel Odent, a mulher precisa se desconectar do neocortex para que toda a daça de hormônios do parto possa acontecer. Deixar dormir a mlher racional e dar vez à mulher bicho, mamífera.
Já assisti ao filme "Parto Orgásmico" e é fantástico. E acredito que isso só pode acontecer se a mulher estiver se sentindo plenamente segura, à vontade e liberta.
Na primeira gravidez eu desejava muito um parto sem dor e rápido. Esse desejo era movido excluvivamente por medo. Hoje perdi o medo completamente (será que isso é seguro?). A dor, pra mim foi necessária. Me vi muito mais mulher, capaz depois daquele parto tão doloroso. E muito mais consciente.
Hoje aceito muito bem a idéia de um novo parto dolorido. Sei que aguento. Não sem ajuda. Mas consigo sim! Mas será possível imaginar um parto que, ainda que doloroso, seja também prazeroso?
Segue o link desse texto que me inspirou:
Para reler depois, com certeza!

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